3 motivos para não ver GIRLBOSS

Há algum tempo átras Sophia Amoruso lançou o livro #GIRLBOSS, todo mundo da moda falou, todas as blogueiras da época falaram, foi um alvoroço, o famoso livro da CEO da Nasty Gal estava vendendo “dollar dollar bills yo“. Se você se afastar bem longe, a história é maneira, foi vendida a princípio como “baseada em fatos reais”, mas em (quase) todo começo de episódio a mensagem de “releitura MUITO livre de eventos verdadeiros” aparece, ou seja, vamos dar uma mascarada em algumas coisas. Vocês sabem que é raro a gente falar das coisas de forma negativa, mas infelizmente eu, apaixonado por moda que sou não poderia deixar escapar o que eu realmente senti vendo a nova produção da Netflix, e hoje a gente vai dar três motivos para não ver Girlboss.

 

1-  Ela tem a necessidade de ser grossa com todos.
A gente vive em um mundo que o maior desejo da humanidade é a empatia, quantos posts vocês já viram que seus amigos compartilharam pro mundo ter mais amor? Ai vem uma serie de uma garota de 23 anos que não respeita o trabalho de ninguém, por exemplo a primeira cena que ela pega a jaqueta no brechó (tem no trailer) e fala que quer pagar mais barato e dar conselho de negócios, até ai tudo bem, mas depois ela volta e fala que a loja não presta, que tudo é ruim (?) ou quando ela destrói o manequim da loja por ter um vestido igual no seu estoque (??), entre muitas outras!!!!

2-  Mais uma série no meio de outras
Quando saiu que eles iriam gravar a série, me senti super animado, não é sempre que uma menina de 23 anos constrói um império do nada, já pensei que ia ter uma vibe Sex and the City, que os momentos de epifania dela iam ser inspiradores para nós, que aquilo ia ser incrível e que ali poderíamos levar alguma lição de vida e quem sabe, começarmos algo nosso, afinal.. uma mensagem boa e motivadora é sempre bem-vinda né? Mas não.. os surtos de criatividade dela tem a ver com humilhar pessoas em sua volta e excluir até sua melhor amiga, por ela não ser importante suficiente? (Não foi apenas uma vez). A série basicamente é um episódio de alguma série jovem que você assiste pra passar o tempo – lembrando que baseado na historia do livro era pra ser inspiração do início ao fim- Vale lembrar também que, é a historia de uma mulher que criou um império de moda e a coisa que menos vejo é moda na série, a não ser uma jaqueta maravilhosa que ela usa e vende, mas a lição de casa não foi feita não.

3- É mais “white girl problems” que você imagina.
Se você é leigo na internet,  imagino que não, mas sempre tem uns que são… você já ouviu a expressão “white girl problems” traduzindo diretamente é “problemas de garota branca”, que vem de uma gíria americana que significa não ter problemas reais, ser superficial e vazia. Pois bem, entendida essa expressão vamos aos fatos, a coisa mais grave que aconteceu com Sophia foi a mãe dela ter ido embora quando ela tinha 12 anos, o pai é presente e tenta ajudar, ela não deixa, não tem problemas REAIS, não tem uma obrigatoriedade para fazer as coisas, afinal.. seu apartamento e seu carro estão ali. Antes de continuar quero mostrar que entendo que os problemas dos outros são menores pra gente quando não passamos por eles, mas essa sensação dela ser rebelde incomoda muito e parece que tudo que ela faz é pra chamar atenção.

Óbvio que temos que levar em consideração a produção da Netflix que são sempre impecáveis e temos que ser honestos, afinal vocês estão aqui para ler o que realmente achamos e não só coisas ruins, a série é rápida, meia horinha, tem alívios cômicos ótimos, tem RuPaul maravilhoso eeee Annie <3, ela é engraçadíssima, o que a Sophia tem de pesado ela vem e traz a leveza que a cena precisava! A trilha sonora é impecável e a fotografia é bem colorida e gostosa! Se você gosta da história, me desculpa hahah, achei que ia ser muito melhor, afinal… hoje a gente espera um segundo livro ou segunda temporada, pois para você que não está ligado ao mundo da moda, Sophia Amoruso deixou de ser CEO da marca em 2015, se tornando presidente executiva, cuidando somente do departamento de criação e marketing, dando lugar para Sheree  Waterson, ex-diretora de produto da Lululemon que em 2016 declarou falência a Nasty Gal.

Não nos odeie, assiste a série e deixe nos comentários o que achou, afinal… pontos de vistas são diferentes né? Um beijo e até a próxima! ❤

 

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