Moda

Entendendo a moda sem gênero

Foto: Louis VuittonJá faz um tempo que estamos vendo a onda de pessoas falando sobre a moda sem gênero, mas o que seria isso na teoria? Bom, basicamente seriam peças que não são denominadas para um público em específico, em outras palavras, não seriam encontradas nas seções masculinas, nem nas femininas.

Coco Chanel a anos atrás começou a desenvolver (e usar) peças do guarda roupa masculino onde na época era um avanço enorme, pois a silhueta feminina era bem marcada, começando trazer tecidos pesados da alfaiataria masculina para o guarda roupa das mulheres e agora hoje essa alta do “sem gênero” voltou e umas das primeiras marcas a fazer foi a Zara que lançou sua coleção “No-Gender”, onde basicamente são camisetas brancas, moletons cinzas e calças jeans tradicionais, ai te pergunto onde isso é sem gênero? Ser básico é não ter gênero? Até onde eu sei a GAP já faz isso a 30 anos e nunca foi rotulada. Para mim o não gênero vem do use o que quiser pois não estamos denominando o que é isso. Sabemos que a forma de se vestir vai muito além da moda, é algo social, como quando as mulheres encurtaram as saias, começaram usar calças, blazers, esses fatos marcaram épocas históricas. O jeito de se vestir mostra como você é e como quer ser visto. Com todo esse assunto da moda sem gênero eu me pergunto, e as calças boyfriend? Os oxfords? Foi onde tudo começou? Quando as mina começaram a pegar referências do guarda roupa “masculino”? Imagina que maravilhoso seria aquele blazer desejo da Saint Laurent em todos os tamanhos? Com uma modelagem que daria certo para absolutamente todo mundo? Ou aquele tênis lindo da Schutz com a numeração acima de 39/40, afinal mulheres não podem calçar 41/42? Homens não podem querer usar aquele tênis? Uma marca que ARRASOU fazendo os primeiros produtos genderless foi a Melissa, sendo uma marca tipicamente feminina, lançou os primeiros produtos com uma numeração maior, ou seja, qualquer pessoa que calce mais que 40 pode usar os calçados! ❤

Foto: Reprodução/Melissa

Eu entendo como uma nova forma de vender aquele blazer denominado masculino para uma mulher que agora quer ser moderna, ou aquela saia midi linda branca que ninguém compra para o próximo cara estiloso que parar na loja. Sou adepto ao use o que quiser a hora que quiser, particularmente, uso roupas femininas desde dos meus 15 anos, onde entendi que o que faz uma roupa ser “feminina” é o modo como ela é moldada. Agora o que isso muda hoje? Quer usar algo, corre pra seção do lado oposto da loja e compra o que achar melhor, homens não precisam necessariamente usar calças e mulheres não precisam estar no molde que é imposto da silhueta feminina, é passado aquela coisa de que temos que marcar a cintura para ficar bom ou cores neutras para alongar, você faz isso apenas se quiser, não faça porque está sendo imposto. As grandes empresas não entenderam o que é a moda sem gênero, não é se travestir (ao menos que queira) e sim usar peças que não são denominadas para um público em específico. A ideia sobre esse tipo de moda é sensacional, construir algo fora dos padrões onde, no momento, estamos tão impostos a coisas, é maravilhoso, mas vamos fazer direito, vamos entender o real significado para isso, porque uma camiseta branca e uma calça jeans azul não vai fazer sua roupa não ter gênero.

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